O mês de junho chegou e junto com ele as baixas temperaturas. Não demora muito e começam as epidemias: gripes, resfriados, pneumonias, alergias. Parece que não há escapatória! O corpo sente o efeito da mudança de clima e quase todo mundo fica doente ao mesmo tempo.
Alguns grupos de pessoas são mais afetados do que outros, especialmente crianças e idosos, que possuem a imunidade mais vulnerável. Como consequência, os postos de saúde e unidades de pronto atendimento ficam cheios, todos em busca de um alívio para sintomas tão incômodos.
Febre, coriza, dores de cabeça e pelo corpo: se você faz parte da parcela da população que sofre com esses sintomas e doenças no inverno, saiba que existem algumas maneiras de preveni-las ou amenizá-las. Continue lendo para descobrir como lidar com esse período.
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Por que surgem tantas doenças no inverno?
Há diversas razões para tantas doenças aparecerem ou serem mais fortes no inverno. A primeira delas é a própria temperatura. O frio afeta mais pessoas sensíveis, principalmente as vias aéreas, provocando reações como espirros e tosse.
Além disso, por conta da baixa temperatura, tendemos a ficar em locais mais fechados, com menor circulação de ar. Essa receita é ideal para a contaminação por vírus e bactérias, que adoram ambientes quentes e úmidos. É nesses lugares que podem surgir os resfriados, gripes e princípios de pneumonia.
Podemos falar também do uso das roupas de frio e dos cobertores que, muitas vezes, passam o ano inteiro guardadas acumulando poeira e ácaros. Tiramos as peças do armário e já usamos às vezes sem lavar. E propicia o surgimento dos sintomas clássicos de alergias como a rinite.
Separamos as doenças mais comuns no inverno, como surgem e o que fazer para preveni-las. Confira:
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Gripe e resfriado
Primeiro é preciso fazer a diferenciação das duas. O resfriado é uma infecção viral branda, que pode ou não vir acompanhada de febre, coriza e espirros. Ele afeta principalmente o sistema respiratório, causando cansaço, mas dura pouco – em média, cinco dias.
Já a gripe é um pouco mais séria. Apesar de também ser uma infecção viral, ela é causada por vírus diferentes do resfriado e causa alguns transtornos a mais. A febre é alta, o corpo dói e a tosse é marcante. Muitas pessoas também sofrem com dores de cabeça e nas articulações e os sintomas podem durar até dez dias.
As duas doenças são tratáveis com antiinflamatórios e antitérmicos, além de repouso e muita hidratação. No inverno, é interessante evitar espaços fechados com aglomeração de pessoas, pois os vírus se espalham facilmente nessas condições. Pessoas resfriadas e gripadas também devem lavar muito bem as mãos e os utensílios que utilizarem, para evitar contaminar outras pessoas.
Uma das melhores formas de se prevenir contra a gripe é tomando a vacina. Ela fortalece o sistema imunológico, ajudando a barrar a contaminação pelo vírus. Também há variações da doença que oferecem risco de vida, como a gripe A (ou H1N1), que são cobertas pela vacina.
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Doenças respiratórias
Aqui, podemos citar várias doenças conhecidas do público. A primeira delas é a asma, que afeta um quarto das crianças em idade escolar, sendo uma inflamação que causa obstrução nas vias aéreas. Pessoas com asma tossem muito, têm falta de ar e sensação de peso sobre o peito. O tratamento costuma ser feito com medicação específica, via oral e com o uso de inaladores, as famosas “bombinhas”.
Muito semelhante à asma, a bronquite é a inflamação dos brônquios, os tubos que levam ar aos pulmões. Com isso, o doente tosse bastante e expele catarro. O tratamento também inclui analgésicos e vaporizadores, para facilitar a respiração.
A rinite também é uma doença comum. Ela é causada por uma inflamação na mucosa do nariz, que provoca entupimento e muita coceira. Algumas pessoas têm rinite o ano inteiro, causada por diversos fatores, como cheiros fortes, pelos de bichos e pólen.
Porém, no inverno as chances de desenvolver rinite aumentam consideravelmente por conta das roupas e dos cobertores, que já mencionamos. Outro fator possível é que, nessa época do ano, as pessoas tendem a limpar menos a casa, já que ela fica mais fechada. A poeira se acumula e causa alergia.
Já a sinusite é uma inflamação dos seios nasais, canais de passagem de fluido que percorrem o rosto. Quando um vírus ou bactéria infecta essa região, a secreção engrossa e fica mais difícil passar pelo caminho, o que causa muita sensibilidade e dores na cabeça, na testa e nas têmporas. O tratamento para sinusite quase sempre inclui antibióticos e antiinflamatórios, bem como medicamentos descongestionantes, para aliviar a respiração.
Por fim, a pneumonia fecha o grupo das doenças respiratórias no inverno. Ela acontece quando há uma infecção aguda nos pulmões, que pode ser viral ou bacteriana. O tratamento da pneumonia envolve antibióticos de alta dosagem, e até mesmo internação, pois algumas variações da pneumonia oferecem sério risco de vida ao paciente.
As melhores formas de se blindar contra doenças respiratórias é manter os ambientes sempre muito limpos, trocar roupas de cama com frequência e lavar muito bem as mãos. Usar soro fisiológico no nariz também auxilia a mantê-lo úmido, ajudando a respirar melhor, assim como aparelhos umidificadores e vaporizadores.
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Doenças de pele
As doenças de pele atacam fortemente no inverno. Com a queda da umidade do ar, a pele resseca e fica mais sensível. Somado a isso, no inverno tomamos banhos mais quentes e demorados, o que piora ainda mais essa condição.
Pele ressecada é pele vulnerável: a hidratação é uma das camadas de proteção da nossa pele contra agentes infecciosos, e sem ela estamos mais suscetíveis às alergias de pele e dermatites.
A mais comum delas é a seborreia, também conhecida como caspa. Para compensar os banhos quentes e o ressecamento, a pele produz ainda mais sebo, atraindo fungos oportunistas. Esses microorganismos se multiplicam rapidamente, provocando coceira e inflamação nos locais onde mais temos pelos: cabeça, axilas, peitoral e costas.
Ainda que você não tome banhos muito quentes, o uso de toucas, gorros e bonés em excesso também pode provocar aumento na oleosidade no couro cabeludo, causando seborreia. Para quem já tem caspa, o ideal é usar xampus especiais, indicados por dermatologistas. E, em conjunto, manter uma temperatura mais amena no chuveiro, usar óleos e cremes hidratantes e beber bastante água!
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Doenças cardíacas
O frio e a baixa qualidade do ar no inverno favorecem algumas doenças cardíacas. Segundo uma pesquisa do SUS, nesta época do ano o ar nas grandes cidades se torna mais poluído, o que piora a qualidade da respiração e aumenta o risco cardíaco,
Além disso, o frio causa contração nos vasos sanguíneos, aumentando a pressão arterial. Ou seja, pessoas hipertensas precisam ter cuidado extra com doenças no inverno.
Um outro fator importante é o vírus da gripe, o Influenza, que tem capacidade de inflamar as artérias coronárias, o que pode acabar soltando as placas de gordura acumuladas nas paredes desses vasos. Essas placas podem obstruir o caminho do sangue, provocando um infarto.
Sendo assim, portadores de doenças cardíacas, hipertensão e doenças respiratórias crônicas devem se vacinar contra a gripe e manter um controle rigoroso junto aos seus médicos durante o inverno.
Além de todas as práticas que citamos, outros fatores básicos também ajudam na prevenção das doenças no inverno. São eles:
- Ter uma alimentação rica e balanceada;
- Beber bastante água;
- Estar com os exames periódicos em dia;
- Tomar as vacinas disponíveis e seguir o calendário nacional de vacinação;
- Manter bons hábitos de higiene;
- Consultar um médico quando apresentar qualquer sintoma.
Com esses cuidados, você consegue manter uma boa imunidade, tornando o corpo capaz de lutar contra agentes infecciosos.
Leia mais sobre como manter uma rotina equilibrada durante todo o ano no nosso blogpost: 6 dicas para manter uma vida saudável!