Doenças diagnosticadas por biópsia

A palavra biópsia ainda assusta muita gente. Apesar do mistério em torno dela, a biópsia é um procedimento simples, mas que pode trazer respostas definitivas para auxiliar no diagnóstico de várias doenças.

É importante entender que a punção/biópsia é um exame, como outros, e que o médico que a solicita está interessado em conseguir mais informações sobre a saúde do paciente naquele momento. Sendo assim, continue lendo para saber tudo sobre doenças diagnosticadas por biópsia!

Quando a biópsia é indicada?

Uma ideia comum é a de que os médicos só solicitam biópsias em casos de suspeita de doenças graves, como o câncer. E sim, o câncer pode ser diagnosticado com a ajuda de uma biópsia, mas o exame também auxilia a descobrir outras condições menos graves. Por isso, não se desespere se o seu médico te encaminhar para uma biópsia: a ideia é entender mais sobre os sintomas e o quadro que você apresenta, e apenas isso.

Possíveis doenças diagnosticadas por biópsia

  1. Doença celíaca

A doença celíaca é uma doença autoimune, provocada pela ingestão de glúten. Algumas pessoas, por predisposição genética, têm dificuldades para digerir o glúten presente em alimentos com trigo, centeio e cevada. Nessas pessoas, o glúten provoca uma inflamação crônica no intestino delgado, que desencadeia uma série de sintomas, como vômito, prisão de ventre, anemia e até sintomas neurológicos.

Para diagnosticar a doença celíaca é necessário realizar uma endoscopia com biópsia do duodeno, a parte inicial do intestino delgado, para verificar a presença da inflamação. Em paralelo, os médicos solicitam que o paciente adote uma dieta livre de glúten para que possam verificar se há melhora nos sintomas.

  1. Doenças musculares

Outro tipo comum de biópsia é biópsia muscular, para avaliar músculos em que o paciente sente dor ou fraqueza. O exame é indicado na maioria das vezes para diagnosticar lesões esportivas, especialmente em atletas de esportes como o futebol, em que há grande número de lesões e contusões ao longo da carreira.

Esse tipo de biópsia é feito retirando amostras do músculo a ser investigado (os mais comuns são os da coxa, ombro e braço), que são enviada para análise. A biópsia muscular permite encontrar lesões não apenas nos músculos, mas também no tecido conjuntivo, além de apontar alterações no sistema vascular.

Distrofias musculares e até a esclerose lateral amiotrófica, uma síndrome rara do sistema nervoso que afeta os músculos, são exemplos de doenças diagnosticadas por biópsia.

  1. Doenças de pele

Existem vários tipos de biópsias possíveis para diagnosticar doenças de pele:

    1. “Punch” – Método de corte em que é retirado um pedaço de pele que pode chegar até à camada de gordura, com aplicação de anestesia local. A ferida que fica depois do procedimento é suturada.
    2. Raspagem – Na raspagem, uma lâmina de navalha fina é usada para remover camadas superficiais da pele, com uso de anestesia local.
    3. Curetagem – A cureta (uma espécie de espátula cirúrgica) é usada para raspar a pele, retirando pequenos fragmentos da superfície da pele anestesiada.
    4. Incisão – Na incisão, usa-se um bisturi para remover um pedaço maior de pele com um corte profundo, usando anestesia local e suturando o local após a retirada. Dependendo do caso, pode ser necessário utilizar um retalho de pele para fechar a excisão da melhor forma.
    5. Excisão – Com a excisão,toda a lesão é removida, seja no consultório ou cirurgicamente, dependendo da lesão.

Cada tipo de biópsia se aplica a uma necessidade diferente. Os tipos de raspagem e curetagem são ideais para avaliar pequenas infecções locais, como micoses e dermatites, enquanto as técnicas de punção, incisão e excisão são usadas para investigações mais profundas, de infecções graves a cistos e tumores.

  1. Câncer

Finalmente, vários tipos de tumores podem ser identificados por meio de biópsia, sejam eles benignos ou malignos.

Para tumores não-superficiais há dois tipos de punção biópsia percutânea (que atravessa a pele): a core biopsy e a aspirativa. Ambas podem ser guiadas por instrumentos de imagem, com o ultrassom.

A punção biópsia aspirativa é aquela em que uma agulha fina é introduzida várias vezes no local da lesão, aspirando material celular, e nem sempre utiliza anestesia. Já a core biopsy, também chamada de biópsia por fragmentos, é um procedimento em que pequenos fragmentos são retiradas com uma agulha cortante, o que demanda anestesia local.

As biópsias podem ser feitas diretamente nos tumores, para atestar se são benignos ou malignos, ou em um órgão, buscando entender o tipo de lesão que existe. Em poucos casos, é necessário realizar cirurgias para colher material para biópsia, e é nesses casos em que a anestesia geral será utilizada.

Vale ressaltar novamente: a biópsia não é indicada apenas em casos de câncer, apesar de ser importante no diagnóstico dessa doença. Diversos tipos de câncer, como o câncer de mama, de colo do útero, de próstata e do trato gastrointestinal podem ser diagnosticados.

Outros males, como cirrose, hepatite B e C, cistos, infecções renais e estomacais e cistos ou miomas uterinos são doenças diagnosticadas por biópsia, e que podem ter sintomas similares aos de um tumor.

Ao encontrar um tumor, porém, é fundamental realizar a biópsia para determinar o tipo de tratamento (cauterização, tratamento químico ou cirurgia para retirada, por exemplo) e aplicar os cuidados necessários. E, em casos de câncer, a biópsia é parte do processo de diagnóstico, complementando o exame clínico e os testes laboratoriais.

Por que os resultados da biópsia demoram?

Diferentemente de exames de imagem, em que o resultado é imediato, os laudos de biópsias levam mais tempo para ficarem prontos pois dependem da análise cuidadosa de patologistas. Esses profissionais recebem as amostras e conduzem os testes e observações adequados para cada material, que envolvem análises ao microscópio, a olho nu, com uso de químicos, coloração e diferentes cortes.

O processamento das amostras leva tempos diferentes, dependendo do tipo de material que será biopsiado. E é preciso lembrar que ainda há o tempo de transcrição do laudo e envio dele para o laboratório, além da possibilidade de intercorrências que podem estender mais ainda o prazo.

Por isso, ao realizar uma biópsia, tenha em mente que o resultado não será imediato. Para ter mais segurança, vale a pena consultar com a clínica o tempo previsto para o resultado, e se programar para recebê-lo por volta desta data.

Quando for marcar sua biópsia, lembre de procurar uma clínica de confiança para cuidar de você nesse momento. Conte com a Clínica CEU para te proporcionar a melhor experiência antes, durante e após o seu exame. Agende a sua biópsia conosco!

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Equipe da Clínica CEU

Responsável pelo conteúdo: Dr Rogério Augusto Pinto da Silva - CRM: 13323 - MG. Currículo Lattes. http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4728497Y9

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