Como é feita a Punção Biópsia?

Muitas vezes a falta de conhecimento sobre alguns exames médicos levam alguns pacientes a adiar ou, até mesmo, a não realizar certos procedimentos essenciais, não só para o diagnóstico como, também, para a prevenção de doenças. Um bom exemplo disso são as punções biópsias, um procedimento muito comum na prática médica.

Acontece que a punção biópsia é mais rotineira do que se imagina. Este exame não é solicitado apenas sob suspeita de alguma doença grave. A biópsia pode servir para diagnosticar problemas de pele – como dermatites -, cistos, infecções, onde ela auxiliará a identificar a causa, e inflamações resultantes, por exemplo, de lesões musculares ocasionadas por quedas ou exercícios físicos. Em outras palavras, a biópsia é indicada quando é necessário um maior esclarecimento do médico sobre o comportamento de alguma parte do corpo.

Outro mito difundido é de que a biópsia é um procedimento doloroso – mas, como explicaremos a seguir, na maioria das vezes este é um exame indolor. Continue lendo para entender como funciona uma punção biópsia, como ela é feita, os tipos mais comuns e outras das principais dúvidas que nossos pacientes costumam nos apresentar.

O que é a Punção Biópsia?

Para entender o que é uma punção biópsia, é necessário entender o que significa cada uma dessas duas palavras. A punção é a retirada de qualquer fluído ou massa do corpo humano para análise em laboratório. Quando você realiza um exame de sangue, por exemplo, está realizando um tipo de punção, conhecida como punção venosa – ou seja, está realizando a retirada de fluidos do seu sistema vascular.

punção biópsia é bem parecida mas, ao invés da retirada de líquido, são coletadas células de um determinado tecido ou órgão. Muitas vezes, á biópsia é um procedimento simples, que pode ser realizado dentro do próprio consultório e sem a necessidade de anestesia geral –  a anestesia local pode ser aplicada para o conforto do paciente.

Como o procedimento é feito ?

Muitos pacientes têm medo de que a biópsia seja um procedimento doloroso. A sensação de dor é sempre relativa, mas, como pode ser utilizada uma anestesia local, a biópsia costuma ser um exame indolor. O procedimento da biópsia depende principalmente de dois fatores:

  1. Do tamanho do tecido que deve ser retirado;
  2. Do órgão de onde ele deve ser retirado.  

Em alguns casos, apenas uma pequena quantidade de células precisará ser retirada; em outros, pode ser necessário a retirada de um órgão inteiro. Mas, ao contrário do que pode parecer, isso não tem relação com a gravidade da situação: órgãos diferentes precisam de análise diferentes.

Existem diferentes tipo de biópsia e cada uma delas é mais indicada para certa condição. Além disso, muitas vezes a possibilidade da retirada de uma amostra maior é uma boa notícia, já que pode ser uma medida eficaz para impedir que uma doença se espalhe.

Quando o tecido a ser retirado é pequeno e está em um local de baixo risco, o procedimento pode ser realizado até mesmo no próprio consultório médico, e a amostra pode ser obtida com uma agulha, pinça ou bisturi.

Nos casos em que a biópsia é interna, feita em um órgão sensível ou quando o tecido retirado é classificado como grande, o procedimento pode ser considerado uma cirurgia. Nessas situações, é comum que a biópsia seja guiada por exames de imagem como ultrassonografia, tomografia ou ressonância. Também é possível que o paciente precise de uma anestesia geral e internação.

Ainda assim, a biópsia não é, em si, um procedimento perigoso. Mesmo nos casos em que é realizado um procedimento cirúrgico, ela possui os mesmos riscos que qualquer outra cirurgia. Nem mesmo a tão temida biópsia da medula óssea é tão perigosa: ela apenas requer alguns cuidados preventivos que justificam sua realização em ambiente hospitalar.

Como se preparar para o exame?

Como a biópsia pode ser realizada em praticamente qualquer tecido do corpo, a preparação depende do tamanho da amostra e do local de onde ela será realizada. Se informe com seu médico e se certifique de não possuir dúvidas quanto aos procedimentos necessários para a realização do exame.

Diagnóstico da punção biópsia

Após o procedimento, o material coletado é conservado em formol e enviado ao laboratório para análise. Os médicos responsáveis investigam, em um microscópio, todas as estruturas celulares para verificar a ocorrência de qualquer anormalidade. Por ser uma análise manual e delicada, o tempo para a elaboração do laudo pode demorar.

É importante enfatizar que o laudo emitido pelo laboratório não é o diagnóstico da doença. Ele é encaminhado para o seu médico que irá informar o diagnóstico final. Isso porque a biópsia não é, assim como nenhum outro procedimento isolado, um exame conclusivo: um conjunto de exames e históricos médicos deverão ser levados em consideração. Por isso, não tente interpretar você mesmo o resultado: o mais provável é que você chegue a conclusões precipitadas sobre o seu prognóstico.

Muitas vezes, principalmente por desconhecimento, a solicitação de uma punção biópsia pode assustar. Às vezes, este receio leva os pacientes inclusive a adiarem ou, até mesmo, a se absterem de realizar o exame, atrasando o diagnóstico até que uma coisa inicialmente simples torne-se mais complicada.

Tenha em mente que a maioria dos problemas de saúde são melhores resolvidos quando diagnosticados previamente. A solicitação de punção biópsia não está nem perto de ser um diagnóstico negativo: a biópsia é um exame indolor e com poucos riscos, que pode ser positivo ou negativo e que é extremamente necessário para a preservação da sua saúde.

Lembre-se de que um diagnóstico eficaz e precoce é sempre a melhor opção e, caso você ainda tenha dúvidas sobre este exame, entre em contato com a gente. Nossos profissionais estão prontos para te responder!

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Equipe da Clínica CEU

Responsável pelo conteúdo: Dr Rogério Augusto Pinto da Silva - CRM: 13323 - MG. Currículo Lattes. http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4728497Y9

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