Para que serve e como é feito o exame de elastografia

A elastografia é um exame de diagnóstico por imagem que utiliza ondas de ultrassom para avaliar a rigidez dos órgãos. O procedimento auxilia na identificação de doenças hepáticas, musculoesqueléticas, de mamas, entre outros. É possível realizar a técnica de diferentes maneiras, como ultrassom e ressonância magnética. A seguir, conheça mais sobre o exame, para que ele serve e como ele é feito!

O que é e como é feito o exame de elastografia?

Como o nome sugere, o exame avalia a elasticidade e rigidez dos órgãos em questão. Além disso, a técnica examina textura, dimensões do tecido e a presença de nódulos. Esse método é similar a um ultrassom comum. Para realizá-lo, o médico desliza a sonda sob a região do corpo do paciente, gerando imagens em tempo real na tela do aparelho. 

Assim, a partir dessas imagens, pode-se diagnosticar patologias e avaliar a progressão de doenças em alguns órgãos e estruturas. Essa avaliação ocorre baseando-se na velocidade em que as ondas propagam-se dentro do organismo. Desse modo, o diagnóstico é reconhecido por sua alta precisão, classificando a elastografia como um dos exames mais avançados da área.

Para que serve?

O procedimento serve para confirmar ou excluir a suspeita de doenças como Hepatite B e C, esteatose, fibrose, cirrose, câncer de próstata, câncer de mama, doenças da tireoide, entre outras. Além disso, para acompanhar a evolução dessas patologias e também de tratamentos.

Como funciona?

A elastografia produz vibrações sonoras e mede a velocidade de propagação destas ondas nos tecidos. Assim, os nódulos e outras alterações, que possuem tecidos mais rígidos, podem ser identificados, visto que nesses locais a velocidade de propagação das ondas sonoras é menor.

Quais os tipos de elastografia?

Na elastografia, existem duas tecnologias para diagnóstico: ultrassom ou ressonância magnética. A ultrassonografia é conhecida como elastografia de cisalhamento e de compressão. Ambas procedimentos são baseados em princípios do fibroscan, técnica que avalia o grau de rigidez do fígado de forma não invasiva.

Ou seja, da mesma maneira que o ultrassom.  Já na elastografia por ressonância magnética usa-se um forte campo magnético e ondas de rádio. Assim, é possível criar as imagens dos órgãos e estruturas. Confira os principais tipos de elastografia.

Elastografia hepática

A elastograsfia hepática tem duração de 5 a 15 minutos. Para o procedimento, a necessidade de preparo, como jejum, fica a critério do médico. Indica-se o exame em suspeita de problemas relacionados ao fígado, como hemocromatose, cirrose, hepatite e Doença de Wilson, e para avaliar a evolução do tratamento.

Elastografia da tireoide

A elastografia em suspeitas de problemas na tireoide é uma das mais comuns. O exame costuma substituir a biópsia como forma de identificar nódulos, avaliando se são malignos ou benignos. Além de ser rápido e indolor, não exige preparo.

Elastografia da mama

O diagnóstico precoce é um dos principais problemas do câncer de mama. Em ultrassons, o índice de falso-negativo pode atingir até 78%, especialmente em tumores menores que 5mm. Dessa forma, boa parte das mulheres descobre a doença em estágios já avançados, diminuindo as chances de cura e aumentando a complexidade para o tratamento. O motivo do diagnóstico tardio também está relacionado ao fato dos tumores não serem identificáveis em ultrassons em escala cinza. Contudo, são facilmente visualizados na elastografia.

Por que esse exame é importante?

Atualmente, considera-se a elastografia um exame revolucionário. Afinal, a técnica permite identificar alterações específicas que ocorrem na elasticidade dos tecidos, fato que não era possível anteriormente. Da mesma forma, o método pode substituir um exame invasivo, como a biópsia,  na identificação de uma massa maligna ou benigna, função que nenhum outro exame de imagem pode realizar.

Você conheceu melhor a elastografia, um dos mais modernos exames que contribui amplamente no diagnóstico por imagem. Além disso, pôde entender para que ele serve, como a técnica funciona , e ainda conferir os tipos mais realizados.

Quer saber mais sobre este exame? Veja onde fazer uma elastografia em BH!

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