Medicina Nuclear: entenda o que é e como funciona?

A medicina nuclear é uma área que permite obter diagnósticos precoces e oferece opções de tratamento adequado para inúmeras doenças. As indicações mais conhecidas para a realização do exame são para pacientes com cânceres e tumores. 

No entanto, também pode ser direcionado para outras áreas. A seguir, entenda melhor o que é a medicina nuclear, como surgiu essa prática, como ela funciona e suas formas de tratamento.

O que é Medicina Nuclear?

A medicina nuclear é a ciência que emprega o uso de radiação para realizar exames e tratamentos. Para isso, essa especialidade usa elementos radiofármacos, que dispõe de quantidades mínimas de radiação. Atualmente, é uma das áreas mais relevantes na medicina, principalmente quando falamos de diagnóstico.

Ao contrário de outros procedimentos radiológicos, a medicina nuclear permite que tecidos sejam avaliados, visualizando detalhes e alterações, mesmo quando não existem mudanças no corpo.

Desse modo, a detecção de doenças ainda em estágio inicial com a medicina nuclear tem maiores chances e, consequentemente, elevadas possibilidades de tratamentos adequados que possam contribuir para a cura do paciente.

Quando surgiu a Medicina Nuclear?

A medicina nuclear surgiu em 1923, quando o químico George de Hevesy utilizou um traçador natural em uma exploração biológica. Em 1934, isótopos foram aplicados no campo do diagnóstico quando foram iniciados estudos da fisiologia da glândula tireoide, utilizando isótopos artificiais do iodo. Após 5 anos, em 1939, ocorreram as primeiras aplicações terapêuticas dos isótopos artificiais de iodo 131 para o tratamento das doenças tireoidianas.

Como funciona a medicina nuclear?

A medicina nuclear ainda é um conceito que gera muitas dúvidas, principalmente devido ao seu nome e pelos riscos presentes em substâncias radioativas. No entanto, os procedimentos realizados na medicina nuclear são extremamente seguros, e quase não apresentam contra-indicação, principalmente, para diagnósticos.

A quantidade de radiação presente nos radiofármacos, substâncias utilizadas, é mínima. Essa substância é rapidamente eliminada pelo organismo. Desse modo, não existem chances de desenvolver qualquer alteração em órgãos ou sistemas do corpo. Além disso, é rara a incidência de efeitos colaterais.

A utilização dos radiofármacos e sua introdução no organismo é realizada por meio de diferentes vias. As principais utilizadas são por via oral, inalatória e intravenosa (na veia), sendo essa a mais comum. Após receber a substância, o paciente deve manter-se deitado na maca em que um aparelho será responsável pela leitura dos raios emitidos.

Como funcionam os tratamentos com Medicina Nuclear?

A medicina nuclear é utilizada em exames que permitem a aquisição de outro modo de informação. Ao invés de serem estudadas as características anatômicas e estruturais dos tecidos, eles têm como finalidade avaliar o comportamento metabólico de diferentes órgãos.

Desse modo, os exames permitem detectar anomalias funcionais e bioquímicas antes que ocorram alterações morfológicas, com aparecimento comum durante o desenvolvimento da doença, contribuindo para o diagnóstico precoce.

Essa vantagem é possível visto que muitas doenças, como o câncer, por exemplo, são radiossensíveis. Assim, a região em que as células se tornam alteradas, costuma absorver o radiofármaco em padrões diferentes do apresentado por tecidos sadios, permitindo que seja visualizado em imagens. Os exames mais usados na medicina nuclear são a tomografia por emissão de pósitrons (PET/CT) e a cintilografia.

PET/CT 

O exame PET, também conhecido como PET-Scan, é realizado por um aparelho que une a tecnologia da tomografia por emissão de pósitrons (PET) e a tecnologia usada na tomografia computadorizada (CT).

Desse modo, as imagens tridimensionais são de elevada resolução obtidas pelo CT, permitindo diferenciar tumores, massas e nódulos, e realizando mapeamento funcional/metabólico fornecido pelo PET.

O PET/CT é usado para a investigação da atividade de tumores e avaliar a eficácia dos tratamentos, além de mensurar danos sofridos em doenças cardiovasculares, avaliar anormalidades e diagnosticar diferentes doenças degenerativas, como Parkinson e Alzheimer.

Cintilografia

A cintilografia conta com diversos exames de diagnóstico por imagem que utilizam medicina nuclear com base na cintilação. Ou seja, um fenômeno que realiza a formação de imagens de acordo com a radiação gama emitida pelos elementos radioativos absorvidos pela região em avaliação.

Os exames de cintilografia são importantes para diversas especializações médicas, possibilitando analisar glândulas salivares, coração, fígado, baço, vesícula biliar, tireoide, ossos, linfonodos, pulmões, rins, testículos, cérebro, vias biliares, medula óssea, cérebro, vasos sanguíneos e mais.

A medicina nuclear permite que diagnósticos precoces sejam realizados, melhorando as chances de recuperação do paciente devido à rapidez de um tratamento adequado. Por isso, é atualmente utilizada em exames de extrema importância.

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Responsável pelo conteúdo: Dr Rogério Augusto Pinto da Silva - CRM: 13323 - MG. Currículo Lattes. http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4728497Y9

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