Medicina Nuclear: 5 dúvidas respondidas sobre o tratamento

A medicina nuclear é a especialidade médica que realiza exames diagnósticos, tratamentos e procedimentos cirúrgicos utilizando quantidades mínimas de radiação. Diferente de outros exames de imagem convencionais como o ultrassom, o raio-x e a ressonância magnética, o tratamento de medicina nuclear baseia-se na análise da função de órgãos e tecidos. 

Sua função é avaliar o metabolismo e fisiologia do corpo. Para isso, o processo é realizado por meio de elementos conhecidos como radiofármacos. 

A seguir, entenda melhor essa especialidade e conheça os principais tipos de tratamento e dúvidas respondidas sobre a medicina nuclear!

Como funciona a medicina nuclear?

Ela envolve procedimentos extremamente seguros, que quase não apresentam contra-indicação, principalmente, para diagnósticos. A quantidade de radiação presente nos radiofármacos, substâncias utilizadas, é mínima. 

Essa substância é rapidamente eliminada pelo organismo. Desse modo, não existem chances de desenvolver qualquer alteração em órgãos ou sistemas do corpo. Além disso, é rara a incidência de efeitos colaterais.

O uso dos radiofármacos e sua introdução no organismo é realizada por meio de diferentes vias. As principais utilizadas são por via oral, inalatória e intravenosa (na veia), sendo essa a mais comum. Após receber a substância, o paciente deve manter-se deitado na maca em que um aparelho será responsável pela leitura dos raios emitidos.

Quais as vantagens deste tipo de tratamento?

A medicina nuclear é uma especialidade que apresenta inúmeras vantagens, entre elas, está a segurança no momento do procedimento.

 Isso porque, os processos não são invasivos. Além disso, outras vantagens que podemos listar, são:

  • mínima exposição à radiação;
  • raras complicações durante o procedimento;
  • informações detalhadas do funcionamento do organismo;
  • avaliação de todo o corpo com única dose de radiofármaco;
  • diagnóstico de doenças não identificadas por outros exames.

Quais os tipos de tratamento em Medicina Nuclear? 

Além de ser utilizada para o diagnóstico de doenças ainda em fase inicial, a medicina nuclear também é indicada para tratamentos de doenças. A medicina nuclear é muito utilizada em tratamentos de diferentes tipos de câncer

Além disso, os radiofármacos podem ser usados para inúmeras terapias não-oncológicas, incluindo o tratamento de hipertireoidismo, artrite reumatoide, osteoartrite, dores ósseas, e mais. A seguir, confira os tipos de tratamentos utilizados.

Iodo-131

Isso é possível visto que a mesma técnica usada para obter a imagem diagnóstica na medicina nuclear também pode ser utilizada para tratar determinadas regiões do corpo. Entre os principais tratamentos, está o uso de iodo-131, realizado há mais de 50 anos como terapia para câncer na tireoide e hipertireoidismo.

Este é um isótopo radioativo de iodo que, ao ser ingerido por meio de líquido ou cápsulas, é absorvido pelas regiões tireoidianas, emitindo energias radioativas e eliminando células nocivas na região.

Samário-153

Outro tratamento realizado na medicina nuclear faz uso do radiofármaco samário-153. Essa substância é usada para tratamentos paliativos de tumores ósseos e é realizada quando outros tratamentos se mostraram ineficazes.

Lutécio-177

O lutécio-177 é um radiofármaco utilizado para tratar a proliferação anormal de células neuroendócrinas em um tumor neuroendócrino. Além do uso do medicamento, também são realizadas outras alternativas, como cirurgia e quimioterapia.

5 dúvidas respondidas sobre o tratamento na Medicina Nuclear?

Por se tratar de uma especialidade pouco conhecida, ainda gera muitas dúvidas na população, principalmente sobre a veracidade de certas questões. Por isso, respondemos as principais dúvidas sobre o tratamento. Confira.

1. O tratamento oferece riscos?

Incorreto. Nesse tipo de tratamento, o paciente não é exposto a grandes quantidades de radiação. A dose utilizada é mínima, necessária apenas para análise médica ou tratamento. Além disso, está dentro das taxas consideradas seguras e não nocivas para o organismo humano, conforme estabelecido pela CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear).

2. Medicina nuclear e radiologia são a mesma especialidade?

Incorreto. Ainda que ambas especialidades estejam associadas ao diagnóstico por imagem, são atividades diferentes. A radiologia é uma área médica focada na análise morfológica e anatômica do organismo. Já a medicina nuclear é uma especialidade útil para a investigação do metabolismo e fisiologia do corpo.

3. O tratamento causa mais efeitos colaterais que os exames convencionais?

Incorreto. Diferente da medicina nuclear, os exames convencionais de radiologia podem exigir o uso do contraste para melhorar a imagem obtida. Essa substância pode provocar alguns efeitos colaterais no organismo. No entanto, não é necessária para a realização de procedimentos na medicina nuclear.

4. Crianças não podem fazer esse tipo de procedimento?

Incorreto. Os exames e tratamentos realizados com medicina nuclear não apresentam restrições de idade. Contudo, quando feitos em crianças, é importante ter atenção especial à dose de radiação usada.

5. Não há contraindicação para os exames?

Incorreto. Em relação às contraindicações, os exames que utilizam medicina nuclear, assim como qualquer outro que envolva uso de radiação, mesmo que mínima, não devem ser realizados por gestantes, ou mulheres com suspeita de gravidez.

Você pôde conferir a importância da medicina nuclear para o tratamento de diferentes problemas. Contudo, tais procedimentos só poderão atingir a eficácia esperada na terapia quando realizadas por profissionais qualificados, em um centro de diagnóstico por imagem com experiência no mercado. 

Gostou deste assunto? Então, veja também quais são os cuidados necessários para realizar um exame de imagem!

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