Exames para diagnosticar infertilidade feminina

A infertilidade atinge cerca de 15% da população, mas apenas 5% dos afetados continua sem filhos. Isso se dá pelos avanços da medicina, que hoje permite diagnosticar e tratar as diversas causas de infertilidade com mais eficácia do que nunca.  

Em uma investigação de fertilidade, tanto o homem quanto a mulher devem se submeter a exames e consultas com especialistas. Afinal, é a única maneira de determinar a situação do casal e selecionar os tratamentos mais indicados para possibilitar uma gestação saudável. 

O diagnóstico da infertilidade feminina vai depender de alguns exames e um bom acompanhamento médico, pois vários fatores influenciam nessa condição, como obesidade, baixo peso, idade avançada, histórico familiar, condições genéticas, entre outros. 

A seguir, saiba mais sobre o que pode provocar infertilidade nas mulheres e os principais meios de diagnóstico adotados atualmente. 

Como diagnosticar infertilidade feminina?

No caso da infertilidade feminina, existem algumas doenças que podem provocar dificuldades para ovular, fertilizar e manter a gravidez, e em alguns casos chegam ao ponto da mulher não ser capaz de gerar o próprio filho. São exemplos:

  • Síndrome do Ovário Policístico (SOP);
  • Tumores hormonais;
  • Alterações nas tubas uterinas;
  • Miomas e pólipos no útero;
  • Endometriose.

A SOP desregula o ciclo menstrual da mulher, provocando ausência de ovulação e o surgimento de microcistos nos ovários. Sem ovular ou ovulando irregularmente, a mulher não consegue liberar um óvulo viável para ser fecundado, ou seja, não consegue conceber. 

Tumores hormonais também podem desregular o ciclo e afetar a ovulação, como os tumores que produzem prolactina e hormônios andrógenos. O hipotireoidismo, uma doença da tireoide, afeta a produção hormonal como um todo, e o ciclo menstrual da mulher é completamente dependente da ação de hormônios. Quando esse processo não está equilibrado todas as funções podem ser comprometidas, inclusive a ovulação.

As tubas uterinas são o canal que liga o útero aos ovários. Depois da ovulação, o óvulo viaja pela tuba e ali permanece até encontrar os espermatozoides. É nas tubas que ocorre a fertilização do óvulo, e o embrião formado segue o caminho até o útero, onde se fixa e inicia seu desenvolvimento. 

É uma parte extremamente sensível do sistema reprodutor feminino, que é facilmente afetado pela endometriose e outras inflamações, aderências e obstruções. Essas alterações nas tubas impedem o transporte do óvulo e do embrião, impossibilitando a fertilização e a chegada do embrião ao útero. 

Quando a fertilização ocorre e o embrião chega ao útero, ele precisa encontrar boas condições para se desenvolver. A primeira delas é a parede do útero, onde está localizado o endométrio, a camada que reveste o órgão. É nela que ocorre a nidação, a fixação do embrião. 

Mulheres portadoras de endometriose produzem essa camada fora do útero, em outros órgãos, como os ovários e as tubas, impedindo a nidação. Malformações uterinas, miomas, pólipos e cistos no útero também podem interferir nesse processo. 

Para diagnosticar essas e outras doenças, existem dois exames principais: o ultrassom transvaginal e o exame de sangue de dosagem hormonal e o CA-125.

Ultrassom transvaginal

A ultrassonografia transvaginal é utilizada em diversos momentos no processo de diagnosticar infertilidade feminina. Por de ser um exame de imagem bastante completo, ele é usado rotineiramente para avaliar a saúde dos órgãos reprodutivos, como útero, ovários e trompas. 

Com o ultrassom, o ginecologista pode verificar se há alguma obstrução, tumor, cisto, mioma, pólipo ou outra alteração nessas estruturas, o que facilita o tratamento desses casos. Dependendo do tamanho e do tipo de massa encontrada, a paciente pode ser submetida a cirurgias ou a tratamento com medicamentos. 

Os médicos também avaliam o tamanho e o volume dos órgãos, especialmente os ovários e o útero, bem como a avaliação do muco cervical.

A endometriose também pode ser diagnosticada com a ajuda do ultrassom. Nesse caso, como o endométrio pode se desenvolver em órgãos como o intestino, é fundamental seguir à risca o preparo indicado para o exame, para que o diagnóstico seja correto:

  • No dia anterior ao exame, ingerir gotas ou um comprimido de laxante simples;
  • No dia do exame, cerca de duas horas antes da realização, usar uma bisnaga de laxante por via retal, para limpeza do intestino baixo.

O uso dos laxantes também impede o acúmulo de gases na região, que podem atrapalhar nas formação das imagens do ultrassom. 

O ultrassom transvaginal também é útil no rastreamento da ovulação. O exame avalia se a mulher está ovulando corretamente durante o ciclo menstrual, para atestar ou descartar a infertilidade por este motivo. Também ajuda a monitorar a indução da ovulação, para mulheres que estão em tratamento para engravidar. 

O exame é simples, indolor e pode causar apenas um desconforto leve, por necessitar da introdução do transdutor no canal vaginal da mulher. Tem duração média de 10 minutos, e é ideal que a mulher esteja com a bexiga cheia para facilitar a visualização dos órgãos.

Exame de sangue

Além dos exames típicos de rotina, como hemograma, glicemia e colesterol, existem dois exames de sangue que são fundamentais para diagnosticar infertilidade. O primeiro deles é a dosagem hormonal, que permite saber se o ciclo da mulher está funcionando como deve para permitir uma gravidez.

Para realizá-lo, a mulher precisa coordenar com o seu médico a data correta para a coleta do sangue. O material precisa ser colhido na fase lútea média, que costuma ocorrer por volta do sétimo dia do ciclo. Os resultados podem ser alterados se o exame for realizado no momento errado do ciclo; por isso, muita atenção! 

Marque o dia previsto para a sua menstruação e, com a ajuda do seu ginecologista, determine a data mais adequada para fazer o exame. 

Se um desequilíbrio hormonal for detectado no sangue, um primeiro passo pode ser a tentativa de regularizar novamente o organismo, com a ajuda de medicamentos hormonais e outros. 

Além da dosagem hormonal, o exame CA-125 identifica o marcador tumoral de mesmo nome, ou seja, indica se a mulher está com algum tipo de câncer de ovário, trompas, mama ou endométrio. Alta dosagem de CA-125 também pode significar:

  • Endometriose;
  • Miomas;
  • Pancreatite;
  • Doença inflamatória pélvica (DIP), que também pode prejudicar a fertilidade. 

Conforme mostramos, diagnosticar infertilidade feminina é uma tarefa para médicos especialistas, que irão prescrever os exames e tratamentos mais indicados para cada caso.

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Equipe da Clínica CEU

Responsável pelo conteúdo: Dr Rogério Augusto Pinto da Silva - CRM: 13323 - MG. Currículo Lattes. http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4728497Y9

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