Infertilidade Feminina: qual o papel do ultrassom transvaginal?

Junho é o mês Mundial de Conscientização sobre a Infertilidade.  A data tem objetivo de informar e esclarecer dúvidas da população em relação ao assunto. Sabia que a infertilidade feminina e masculina afeta cerca de 15% das pessoas no mundo todo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Este número significa que um a cada cinco casais em idade fértil tem problemas para engravidar. 

Contudo, pelos avanços na Medicina, somente 5% deste número segue sem filhos. Pela investigação da infertilidade feminina e masculina, é possível descobrir as causas e tratá-las. 

Para isso, alguns exames são fundamentais no momento da identificação dos problemas relacionados à fertilidade feminina. Entre eles, o ultrassom transvaginal. Veja a seguir, o papel que este exame apresenta no tratamento da infertilidade feminina!

Infertilidade feminina: quais os fatores de risco?

A infertilidade feminina é um problema mais comum do que se imagina. Essa dificuldade de desenvolver, ou manter uma gestação, pode envolver fatores hormonais e anatômicos na mulher, assim como estar relacionada aos hábitos e estilo de vida.

Por isso, para muitas mulheres a gravidez pode se tornar uma longa jornada que só tem sucesso com alternativas como a reprodução assistida

Entre os principais fatores de risco para a infertilidade feminina, estão:

  • medicamentos antidepressivos;
  • abuso de substâncias;
  • sedentarismo;
  • desnutrição;
  • tabagismo;
  • estresse;
  • álcool;
  • idade;
  • peso.

Além disso, a infertilidade feminina pode ser provocada por diferentes fatores e também doenças que provocam dificuldades para a ovulação, fertilização e permanência da gestação. São elas:

Síndrome do Ovário Policístico na infertilidade feminina

A síndrome do ovário policístico é responsável por desregular o ciclo menstrual da mulher, provocando assim a ausência da ovulação e o surgimento de microcistos nos ovários. Consequentemente, a mulher não consegue liberar um óvulo viável para ser fecundado, fator que contribui para a infertilidade . 

Alterações nas tubas uterinas

As tubas uterinas são o canal que liga o útero aos ovários. Após a ovulação, o óvulo viaja pela tuba e permanece nela até encontrar os espermatozoides. É nas tubas que acontece a fertilização do óvulo e a formação do embrião, que segue o caminho até o útero onde se fixa e inicia seu desenvolvimento. 

A tuba é uma parte extremamente sensível do sistema reprodutor feminino, sendo facilmente afetada pela endometriose e outras inflamações, aderências e obstruções. Essas alterações nas tubas impedem o transporte do óvulo e do embrião e impossibilita a fertilização e chegada do embrião ao útero.

Tumores hormonais

Os tumores hormonais também causam a infertilidade feminina, visto que podem desregular o ciclo e afetar a ovulação, como os tumores que produzem prolactina e hormônios andrógenos. 

Endometriose e miomas

Quando a fertilização acontece, com o embrião chegando ao útero, ele precisa encontrar boas condições para se desenvolver. A primeira delas é a parede do útero, onde está localizado o endométrio, camada que reveste o órgão. É nela que acontece a nidação, ou seja, a fixação do embrião. 

Mulheres portadoras de endometriose produzem essa camada fora do útero, em outros órgãos, como os ovários e as tubas, fator que impede a nidação. Além disso, malformações uterinas, miomas, pólipos e cistos no útero também podem interferir nesse processo, causando a infertilidade feminina.

É possível diagnosticar?

Sim. Para investigar a infertilidade feminina e confirmar o diagnóstico de doenças que impedem a mulher de desenvolver ou manter uma gestação, assim como outras patologias, são utilizados exames diagnósticos, como o ultrassom transvaginal

Qual o papel do ultrassom transvaginal na infertilidade feminina?

O ultrassom transvaginal é um exame diagnóstico usado em diferentes momentos no processo de investigação e diagnóstico da infertilidade feminina. Por se tratar de um exame de imagem rápido e completo, o ultrassom vaginal é usado de forma rotineira como alternativa para avaliar a saúde dos órgãos reprodutivos.

Com a possibilidade de analisar útero, ovário e trompas, o ultrassom permite ao médico ginecologista verificar obstruções, tumores, cistos, miomas, pólipos e também alterações nas estruturas. 

Essa alternativa facilita o tratamento, visto que podem ser avaliados o tamanho e volume dos órgãos, identificar doenças como a endometriose e rastreamento da ovulação durante o ciclo menstrual, atestando ou não a infertilidade feminina por este motivo. 

Viu como o ultrassom transvaginal tem papel fundamental no diagnóstico da infertilidade feminina? Por isso, não deixe de realizar consultas de rotina e exames preventivos, como o ultrassom, para ter certeza de que sua saúde reprodutiva está em dia! 

Gostou destas informações? Então, conheça também outros exames que podem diagnosticar a infertilidade feminina!

Infertilidade Feminina: qual o papel do ultrassom transvaginal?
Equipe da Clínica CEU

Responsável pelo conteúdo: Dr Rogério Augusto Pinto da Silva - CRM: 13323 - MG. Currículo Lattes. http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4728497Y9

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